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Cirurgias Corneanas

Transplante de Córnea

O primeiro transplante de córnea bem sucedido foi realizado na Áustria em 1905, por Eduard Konrad Zirm. Desde então houve enorme progresso nos resultados desta cirurgia. As evoluções da técnica cirúrgica e a consolidação do trabalho dos bancos de olhos são os principais fatores determinante do alto índice de sucesso obtido nos transplantes corneanos atualmente.

Ao contrário dos transplantes de Rim e Medula Óssea, não existe a possibilidade de um parente ou qualquer outro indivíduo realizar a doação em vida. O tecido a ser transplantado é retirado de cadáver até seis horas após a morte e submetido a processo especial de preservação e rigorosa análise técnica nos bancos de olhos, o que define sua viabilidade para uso em transplante ou não.

O prognóstico desta cirurgia varia de acordo com a doença corneana e a condição do olho a ser operado. Ao consultar um especialista, o paciente poderá obter informações sobre as expectativas de resultado visual no seu caso específico.

Freqüentemente são necessários ajustes durante um prazo mínimo de 6 a 12 meses após a cirurgia, até que se obtenha o resultado final. Isto inclui a retirada planejada dos pontos e eventuais cirurgias para redução do grau pós-operatório. Freqüentemente são prescritos óculos ou lentes de contato gás-permeáveis para que o paciente alcance sua melhor acuidade visual após o transplante. O risco de rejeição é baixo quando comparado a transplantes de órgãos. Por esta razão, raramente se faz necessário o uso de medicamentos por via oral por tempo prolongado (imussupressores), sendo suficiente o uso de colírios para controlar o risco de rejeição.

corneanas

INDICAÇÕES DO TRANSPLANTE DE CÓRNEA

Indicação Ótica

São os casos de transplante realizados com a finalidade de melhorar a visão do paciente. Representam a grande maioria dos transplantes . As principais doenças que se encaixam nesta indicação são: ceratocone, opacidades corneanas cicatriciais, distrofias estromais, Distrofia endotelial de Fuchs, e ceratopatia bolhosa.

Indicação Terapêutica ou Tectônica

São casos em que o principal objetivo é a reconstituição da estrutura do globo ocular, evitando a perda do órgão. As perfurações corneanas secundárias a úlceras infecciosas, ou pós-trauma são dois exemplos importantes. Em alguns casos de ceratite infecciosa, quando não ocorre a resposta aos antibióticos, mesmo não havendo a perfuração é necessário remover o tecido infeccionado e substituí-lo por uma nova córnea.

Após resolvido o quadro emergencial, se o olho preservou um bom potencial visual, pode ser necessário um outro transplante para reabilitar a visão meses depois.

Indicação Cosmética

É uma condição rara. Consiste na troca do tecido corneano opaco de um olho cego, com o objetivo de melhorar o aspecto do paciente. Na maioria das vezes é possível obter este efeito com uso de lentes de contato cosméticas ou pigmentando a córnea, dispensando a cirurgia.

Indicação Cosmética

É uma condição rara. Consiste na troca do tecido corneano opaco de um olho cego, com o objetivo de melhorar o aspecto do paciente. Na maioria das vezes é possível obter este efeito com uso de lentes de contato cosméticas ou pigmentando a córnea, dispensando a cirurgia.

O ATO CIRÚRGICO

O transplante de córnea é feito sob anestesia local na maioria das vezes. A cirurgia tem duração de aproximadamente uma a duas horas, e o paciente recebe alta no mesmo dia, com curativo oclusivo.